Relações entre DP, RH e Gestão de Pessoas
Por Wagner Vieira
O DP (Departamento Pessoal), o RH (Recursos Humanos) e a Gestão de Pessoas estão entrelaçados ou não? Estes ramos estão inseridos em diversas fábricas, indústrias, empresas, setor informal – estabelecimentos sem alvará de funcionamento e/ou não legalizados pela Prefeitura – e comércios. A diferença é que na esfera formal sabem-se as características, administrar e aplicar as funções de DP, RH e Gestão de Pessoas, mas por incrível que pareça, é mais fácil aplicá-la para uma barraca de cachorro quente do que para organizações. O motivo é que estas se sujeitam a técnicas e aprovações, ou seja, o processo, na maioria das vezes, é mais burocrático, exemplo: se a empresa se propõe a colocar um banner em determinado evento, ponto de venda, filial ou até mesmo no ambiente interno, necessitará da intervenção do departamento de marketing, aprovação da diretoria e, em alguns casos, até da presidência. Já o dono do estabelecimento considerado de pequeno porte, separa a verba, desenvolve a idéia e o texto para o informativo, vai até uma empresa que presta serviços de impressão gráfica, paga pelo trabalho, impõe um prazo, pega o material e por fim, deixa exposto em frente ao ponto de venda.
Quando um profissional do setor informal monta um comércio, contrata pessoas para trabalhar, delega funções, determina horário de entrada e saída, paga salário e, em alguns casos, dá direito a férias e premiações, isto quer dizer que seu estabelecimento está inserido no contexto de Gestão de Pessoas, RH e DP, mas existem pessoas que não sabem até que ponto os departamentos influenciam em uma organização. Dependendo da dimensão da empresa, existem grupos de colaboradores focados em determinados ramos, porém há casos em que só um profissional exerce diversas funções; o fato é que essas divisões têm vínculos e interdependência, todavia, existem pessoas que são donas de estabelecimentos comerciais e nem imaginam que fazem a gestão de pessoas e/ou até mesmo, desempenha papéis de DP e RH, pois determinados comerciantes saíram de fábricas em quem trabalharam anos e não conseguirem emprego por diversos fatores, tipo: evolução do mercado e tecnologias, a mudança do conceito de linha de produção e o não desenvolvimento do próprio indivíduo.
O senhor Raimundo Soares, 56, trabalhou 16 anos numa fábrica de bicicleta, diz que quando entrou na empresa ela tinha quase 8 mil funcionários, mas ao passar dos anos as máquinas tomaram o emprego de pessoas e quando foi demitido em 2002 restaram 900 empregados que faziam a mesma produção. Soares, que hoje é profissional de setor informal, possui um bar e lanchonete no Jardim São Luiz – zona sul de São Paulo – comenta que trabalha neste ramo há 24 anos e possui oito funcionários. “Acho que eles gostam de trabalhar comigo, procuro não ter o relacionamento de patrão e empregado e sim criar vínculos de amizade. Eu sempre os ajudo como posso, se me pedem algo, faço de tudo para atender, sei que assim eles vão me ajudar, não por que sou patrão, mas por vontade própria. Sou eu que programo férias e outros trabalhos administrativos. Às vezes procuro reuni-los para comemorações, entre outras atividades!”.
Por Wagner Vieira
O DP (Departamento Pessoal), o RH (Recursos Humanos) e a Gestão de Pessoas estão entrelaçados ou não? Estes ramos estão inseridos em diversas fábricas, indústrias, empresas, setor informal – estabelecimentos sem alvará de funcionamento e/ou não legalizados pela Prefeitura – e comércios. A diferença é que na esfera formal sabem-se as características, administrar e aplicar as funções de DP, RH e Gestão de Pessoas, mas por incrível que pareça, é mais fácil aplicá-la para uma barraca de cachorro quente do que para organizações. O motivo é que estas se sujeitam a técnicas e aprovações, ou seja, o processo, na maioria das vezes, é mais burocrático, exemplo: se a empresa se propõe a colocar um banner em determinado evento, ponto de venda, filial ou até mesmo no ambiente interno, necessitará da intervenção do departamento de marketing, aprovação da diretoria e, em alguns casos, até da presidência. Já o dono do estabelecimento considerado de pequeno porte, separa a verba, desenvolve a idéia e o texto para o informativo, vai até uma empresa que presta serviços de impressão gráfica, paga pelo trabalho, impõe um prazo, pega o material e por fim, deixa exposto em frente ao ponto de venda.
Quando um profissional do setor informal monta um comércio, contrata pessoas para trabalhar, delega funções, determina horário de entrada e saída, paga salário e, em alguns casos, dá direito a férias e premiações, isto quer dizer que seu estabelecimento está inserido no contexto de Gestão de Pessoas, RH e DP, mas existem pessoas que não sabem até que ponto os departamentos influenciam em uma organização. Dependendo da dimensão da empresa, existem grupos de colaboradores focados em determinados ramos, porém há casos em que só um profissional exerce diversas funções; o fato é que essas divisões têm vínculos e interdependência, todavia, existem pessoas que são donas de estabelecimentos comerciais e nem imaginam que fazem a gestão de pessoas e/ou até mesmo, desempenha papéis de DP e RH, pois determinados comerciantes saíram de fábricas em quem trabalharam anos e não conseguirem emprego por diversos fatores, tipo: evolução do mercado e tecnologias, a mudança do conceito de linha de produção e o não desenvolvimento do próprio indivíduo.
O senhor Raimundo Soares, 56, trabalhou 16 anos numa fábrica de bicicleta, diz que quando entrou na empresa ela tinha quase 8 mil funcionários, mas ao passar dos anos as máquinas tomaram o emprego de pessoas e quando foi demitido em 2002 restaram 900 empregados que faziam a mesma produção. Soares, que hoje é profissional de setor informal, possui um bar e lanchonete no Jardim São Luiz – zona sul de São Paulo – comenta que trabalha neste ramo há 24 anos e possui oito funcionários. “Acho que eles gostam de trabalhar comigo, procuro não ter o relacionamento de patrão e empregado e sim criar vínculos de amizade. Eu sempre os ajudo como posso, se me pedem algo, faço de tudo para atender, sei que assim eles vão me ajudar, não por que sou patrão, mas por vontade própria. Sou eu que programo férias e outros trabalhos administrativos. Às vezes procuro reuni-los para comemorações, entre outras atividades!”.
O funcionário de uma pequena empresa na região do Campo Belo – também na zona sul de São Paulo – Evandro Jerônimo, 23, diz: “Eu trabalho numa empresa pequena, acho que é o meu patrão e o sócio dele que administram essas funções”. Francisco Martinez, 28, Gerente de Pessoa Jurídica de uma agência do Banco Bradesco alega que: “Não sei até que ponto o RH ou o DP me ajudam, mas acredito que essas pessoas sejam organizadas por que as coisas são bem controladas. Férias, pagamento, premiações e eventos estão sempre em dia. Como sou gerente, sempre preciso de pessoas para me ajudar e delego algumas funções, peço alguns favores e oriento. Ao meu ver, acredito que estou gerenciando pessoas”.
A profissional de RH, Amanda Zanetti, 33, explica que dependendo da empresa, o RH e o DP estão no mesmo ambiente e as funções podem ser exercidas por apenas um funcionário. Acrescenta que apesar da interdependência, as tarefas são diferenciadas, ou seja, o RH esta focado em contratações, demissões, eventos, promoções e outras atividades ligadas ao funcionário; já o DP tem por objetivo assumir responsabilidades como folhas de pagamento, terceirização de mão de obra, entre outros afazeres mais burocráticos.

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